O roubo de catalisadores continua a ser uma preocupação para os condutores em Portugal. Dados recentes da Guarda Nacional Republicana (GNR) revelam que este tipo de criminalidade registou um crescimento significativo durante o primeiro semestre de 2026, impulsionado pelo elevado valor dos metais preciosos presentes no interior destes componentes.
Além do impacto financeiro para os proprietários, este fenómeno representa um transtorno considerável, uma vez que a substituição de um catalisador pode implicar custos elevados e deixar a viatura imobilizada durante vários dias.
Furtos de componentes automóveis aumentaram quase 19%
Entre janeiro e junho de 2026, a GNR registou 685 furtos de acessórios ou componentes de veículos motorizados, mais 108 do que no mesmo período do ano anterior, o que representa um aumento de 18,7%. Destas ocorrências, 178 dizem respeito especificamente ao furto de catalisadores.
Em média, foram registados quase quatro furtos por dia, demonstrando que este continua a ser um dos crimes que mais afeta os proprietários de automóveis em Portugal.
Porque são os catalisadores tão procurados?
Ao contrário do que possa parecer, o objetivo dos criminosos não é reutilizar o catalisador como peça automóvel.
O interesse está nos metais preciosos existentes no seu interior, nomeadamente platina, paládio e ródio, materiais utilizados no processo de redução das emissões poluentes e cujo valor nos mercados internacionais continua elevado. Esta valorização tem contribuído para o aumento deste tipo de furtos, muitas vezes associados a redes organizadas.
Quais são as zonas mais afetadas?
Segundo a GNR, os distritos com maior número de ocorrências no primeiro semestre de 2026 foram:
- Setúbal – 135 casos
- Porto – 113 casos
- Lisboa – 93 casos
- Aveiro – 59 casos
As autoridades alertam, no entanto, que este fenómeno não se limita às grandes áreas urbanas, tendo sido registado um crescimento significativo também em vários distritos do interior do país.
Como acontecem estes furtos?
Os furtos são normalmente realizados com recurso a rebarbadoras portáteis a bateria, capazes de remover um catalisador em menos de um minuto.
Depois de extraídas, as peças são encaminhadas para circuitos ilegais de comercialização, onde os metais preciosos são recuperados e vendidos.
Como proteger o seu automóvel?
Para reduzir o risco de furto, a GNR recomenda a adoção de algumas medidas preventivas:
- Estacionar, sempre que possível, em garagens fechadas ou parques bem iluminados e vigiados
- Evitar deixar o veículo durante longos períodos em locais isolados
- Considerar a instalação de proteções metálicas ou sistemas de alarme específicos para o catalisador
- Estar atento a ruídos metálicos intensos junto de veículos estacionados, uma vez que podem indicar uma tentativa de furto
- Contactar imediatamente as autoridades caso observe comportamentos suspeitos
A prevenção continua a ser a melhor proteção
O aumento do roubo de catalisadores demonstra a importância de adotar medidas de prevenção e de escolher locais de estacionamento seguros sempre que possível.
Na AJúlio mobility, acompanhamos as principais notícias do setor automóvel para o manter informado e ajudar a proteger o seu veículo. Pequenos cuidados no dia a dia podem fazer toda a diferença para evitar prejuízos e garantir uma maior tranquilidade na utilização do seu automóvel.
