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Rui Carlos: Mãos que devolvem forma e segurança aos automóveis

Na oficina da AJúlio mobility, em Torres Vedras, cada reparação começa com conhecimento, experiência e atenção ao detalhe. Rui é bate-chapas há vários anos e faz parte de uma profissão essencial, onde o trabalho manual continua a ser insubstituível. Nesta entrevista, partilha o seu percurso, o dia a dia na oficina e a forma como a evolução dos materiais tem vindo a transformar o setor automóvel.

Como é o seu dia a dia como bate-chapas?

O meu dia a dia passa por reparar chapas, corrigir mossas e alinhar carroçarias. Acabo por fazer um pouco de tudo.
Começo sempre por identificar o problema, retiro as peças danificadas e, se necessário, substituo-as por novas. Quando é possível reparar, componho as mossas e envio as peças para a pintura. Assim que tudo está pronto, faço a montagem final do veículo.

Como é que começou nesta área?

Comecei aos 16 anos. O meu pai tinha uma casa de motorizadas e eu ia para lá ajudar. Foi aí que comecei a ganhar gosto por perceber como as coisas funcionavam e como eram montadas.
Mais tarde passei pela área da pintura, mas percebi rapidamente que o bate-chapas era aquilo de que gostava realmente. Decidi então tirar formação específica nessa área, em Lisboa. Na altura, trabalhava durante o dia e à noite deslocava-me a Lisboa para frequentar o curso, que durou cerca de dois anos. Depois disso, comecei logo a trabalhar na área, num centro de reparações, onde tive contacto com várias marcas como Renault, Mitsubishi, Audi, Škoda e Volkswagen.

Quais são as ferramentas que mais utiliza no seu trabalho?

A ferramenta que mais utilizo é a máquina de tirar mossas, porque é essencial para conseguir reparar corretamente as carroçarias. Para além disso, uso a rebarbadora para desmontar algumas partes do carro e a soldadora, que me permite voltar a unir e reforçar as peças, deixando tudo em perfeitas condições.

Sente que os materiais dos carros mudaram ao longo dos anos?

Sim, mudaram bastante. Antigamente era quase tudo chapa, enquanto hoje em dia se utiliza muito mais alumínio. Isso obriga-nos, muitas vezes, a substituir as peças em vez de as reparar.
Os carros atuais são mais difíceis de compor, porque o alumínio nem sempre permite ser endireitado, muitas vezes parte e tem mesmo de ser trocado.
Por outro lado, os veículos tornaram-se mais seguros, mas também existe um maior desperdício de material.

Como vê o futuro desta profissão?

Não há muita gente jovem a querer aprender esta profissão, e a mão de obra no bate-chapas é difícil de substituir por máquinas. Trabalhamos em equipa, lado a lado com o pintor, como numa linha de montagem, e não existe tecnologia que consiga reparar um carro e deixá-lo perfeito como o trabalho manual.
Por isso, acredito que é uma área que precisa de mais valorização e de despertar maior interesse nos mais novos, para que este tipo de conhecimento não se perca.

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