Braga suspende trotinetes elétricas partilhadas
As trotinetes elétricas partilhadas vão deixar de circular em Braga a partir de 1 de setembro. A decisão da Câmara Municipal implica a retirada das trotinetes do espaço público e surge na sequência de preocupações relacionadas com a segurança rodoviária, a circulação e o estacionamento destes veículos.
A suspensão foi aprovada em junho, quando o município decidiu revogar os acordos de colaboração com os operadores que disponibilizavam trotinetes partilhadas na cidade. Os operadores tiveram um prazo máximo de 60 dias para retirar os equipamentos, que termina agora entre 31 de agosto e 1 de setembro.
A decisão está também relacionada com o aumento das ocorrências envolvendo trotinetes. Segundo dados divulgados pela Câmara de Braga, desde o início de 2026 a PSP registou 37 acidentes de viação envolvendo trotinetes elétricas, dos quais resultaram 33 feridos.
O objetivo do município não é abandonar a aposta na mobilidade suave, mas suspender temporariamente o serviço para preparar uma nova regulamentação que permita compatibilizar a utilização destes veículos com a segurança, a acessibilidade e a qualidade do espaço público.

Táxis podem operar como TVDE a partir de setembro
A partir de 1 de setembro, os veículos licenciados como táxi passam a poder também ser registados para operar como TVDE, na sequência da entrada em vigor da Lei n.º 59/2026, de 25 de agosto.
Na prática, o mesmo automóvel poderá alternar entre os dois regimes. Quando estiver a prestar um serviço de táxi, continuará sujeito às regras próprias desta atividade. Quando a viagem for contratada através de uma plataforma TVDE, terá de cumprir as regras aplicáveis a este regime.
Isto significa que, quando estiver a operar como TVDE, o veículo não poderá recolher passageiros na rua, utilizar praças de táxi ou beneficiar das regras de circulação, paragem e acesso reservadas aos táxis.
A alteração também simplifica o acesso dos motoristas de táxi à atividade TVDE. Um certificado de motorista de táxi válido passa a ser suficiente para exercer a atividade como motorista TVDE, deixando de ser necessária a frequência do curso inicial e a obtenção de um certificado específico de motorista TVDE. Continuam, contudo, a ser obrigatórios os restantes requisitos previstos na lei e o registo numa plataforma eletrónica licenciada.
A medida tem sido contestada por várias entidades do setor. A AMT e o IMT já tinham defendido a separação dos dois regimes, enquanto a ANTRAL e a Federação Portuguesa do Táxi consideram que a alteração pode criar uma vantagem concorrencial injustificada e desigualdade entre operadores.
A nova lei entra em vigor a 1 de setembro, mas há outra alteração que só terá efeitos mais tarde: o novo regulamento relativo às regras gerais de formação dos preços dos serviços de táxi entra em vigor a 1 de outubro.

Honda e Nissan vão desenvolver em conjunto o “cérebro” dos futuros automóveis
Honda e Nissan deram mais um passo na sua colaboração e vão desenvolver em conjunto tecnologias destinadas aos veículos definidos por software (SDV).
O acordo prevê a criação e normalização de vários ECU – Unidades de Controlo Eletrónico, que estão no centro da arquitetura elétrica e eletrônica dos automóveis de próxima geração. As duas marcas vão também trabalhar em especificações comuns para o sistema operativo do veículo, partes do middleware e software de controlo do veículo.
A tecnologia desenvolvida em conjunto deverá começar a ser utilizada nos veículos de próxima geração de ambas as marcas a partir do ano fiscal de 2029. O objetivo passa por aproveitar os recursos e a experiência das duas empresas para acelerar o desenvolvimento tecnológico, reduzir custos e beneficiar de maiores economias de escala.
A colaboração surge num momento em que o software assume uma importância crescente na indústria automóvel, nomeadamente em áreas como a conectividade, eletrificação e inteligência dos veículos. Honda e Nissan começaram a estudar possibilidades de colaboração nesta área em 2024 e continuam também a explorar outras oportunidades de cooperação.
Apesar dos anteriores planos de fusão entre as duas empresas terem sido abandonados, esta parceria mostra que Honda e Nissan continuam a procurar formas de trabalhar em conjunto para reforçar a sua competitividade.
