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A tradição familiar que dá um encanto especial ao Natal de Filipe Ferreira

Filipe Ferreira é o autor de um dos maiores presépios tradicionais da região da Marinha Grande. Começou este projeto como uma tradição familiar que rapidamente se tornou uma arte apreciada por muitos.

Desde 2015, o presépio é exposto no Edifício da Resinagem, na Marinha Grande, ocupando cerca de 70 m².

Como começou este projeto?

O início do presépio remonta à minha infância, em casa dos meus pais e dos meus avós, com um presépio “normal”, composto pelas figuras principais e algumas que íamos comprando todos os anos. No ano 2000, decidi trazer o presépio para o exterior, montando-o na varanda da casa dos meus avós. As pessoas gostaram, começaram a parar para ver, e foi assim que o projeto foi crescendo de ano para ano.

Todos os anos ia comprando peças novas e, à medida que o presépio crescia (e eu também), criava peças novas, como casas e moinhos. Em 2010, comecei a fazer algumas peças em movimento, o que atraiu ainda mais visitantes.

Como já não tinha espaço para crescer, em 2015 fui convidado pela Câmara para montar o presépio num espaço municipal, o Edifício da Resinagem, onde permanece até hoje. Nesse ano, ocupava uma área de 20 m² e tinha cerca de 300 figuras. Hoje, são quase 2 mil figuras numa área de quase 70 m², com mais de 40 mecanismos que dão movimento a mais de 200 figuras e peças.

Quanto tempo demora a construir todo o presépio?

A montagem do presépio demora cerca de 10 dias, com uma carga horária diária entre 12 e 14 horas.  É um esforço muito grande, mas tiramos férias dos nossos trabalhos para o montar. Não conseguimos fazê-lo de outra forma, porque é preciso rentabilizar o tempo.

Além disso, existem muitas horas de trabalho desde julho, dedicadas à criação de novas peças e à manutenção das existentes, não fosse este um presépio sempre em crescimento e melhoria.

Quantas pessoas o ajudam? É um trabalho de família, de amigos, ou faz tudo sozinho?

Inicialmente, começou como um trabalho de família e envolvia-me apenas a mim e ao meu avô. Mas, desde que passámos a montá-lo no Edifício da Resinagem, a equipa teve de crescer. O meu pai juntou-se a nós, assim como um grande amigo, Vítor Lopes. Este ano, o presépio conta com 6 pessoas na montagem.

Quais são os materiais que costuma usar?

As figuras são maioritariamente de barro, as tradicionais do presépio português. Para as casas e outras peças que vou criando, utilizo diversos materiais, como esferovite e madeiras das caixas de fruta que reaproveitamos.

Na montagem, recorremos a muita madeira e cartão para dar forma aos montes, além de areia, musgo e galhos de árvores para a composição.

Qual foi a parte mais desafiante de construir este ano?

Existem sempre desafios durante a montagem, aqueles percalços que nos deixam “com os nervos à flor da pele”, mas que vamos superando em conjunto.

Antes da montagem, na construção de novas peças, também surgem dificuldades, sobretudo quando tenho uma ideia bem definida para uma peça em movimento e esta não funciona como imaginei. Muitas vezes, o desafio é encontrar uma forma de a fazer resultar e ficar como projetei.

Tem alguma cena “fora do comum” no presépio (por exemplo, figuras modernas ou engraçadas)?

Ao longo dos anos, tenho procurado não me dispersar nos temas que apresento no presépio. Mantenho sempre a área central do nascimento mais simples e onde represento a cena do nascimento de Jesus, e em torno dela, tento integrar de forma harmoniosa as antigas profissões e vários usos e costumes da cultura portuguesa, como festas e romarias, mercados e a vida rural.

No entanto, no ano passado, acrescentei algo mais representativo da região: a zona da costa, com a representação do icónico farol do Penedo da Saudade, em São Pedro de Moel, e de um barco de arte xávega, com os pescadores a puxar as redes e a remar.

Qual é a sua figura preferida do presépio? Porquê?

Não consigo escolher, gosto de todas. A cena representativa da praia, farol, mar e arte xávega foi a mais desafiante e, talvez, a mais marcante, mas é difícil ter uma preferida. Este ano fiz mais algumas peças novas em movimento e espero que os visitantes também gostem.

Há alguma história ou momento marcante que se tenha passado junto do presépio?

Todos os anos surgem muitas histórias. Gosto especialmente de estar junto ao presépio sem que saibam que fui eu que o fiz. A maioria dos visitantes que não me conhece não imagina que este presépio é realizado por alguém de 36 anos, sobretudo tendo em conta que, no ano passado, se celebrou a 25.ª edição do presépio e a 10.ª no atual local. É engraçado estar ali ao fim de semana, no meio dos visitantes, a ouvir os comentários sem que saibam que fui eu o autor. Essas opiniões são sinceras e dão-nos alento para continuar.

Se pudesse passar esta tradição a alguém, quem seria?

Não sei. Ainda não tenho filhos nem sobrinhos, mas espero que surja alguém que lhe dê continuidade, pois, além das peças que vou construindo, a minha coleção de peças tradicionais portuguesas já inclui elementos com valor histórico, que é importante preservar.

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